MIGUEL BULNES CERCAS

LOS VENADOS DEL ABANICO.

Doce puntas con piedad

 
 

O autor vai encadeando neste livro diferentes aventuras através de discretas referências a um veado de doze pontas. Passaremos indiferentemente do racional ao medonho: da sobriedade de um dia de caça a salto, à emoção de uma noite de espera; de cobrar um simples coelho, à confusão da solta de uma matilha; de lobos salteadores a cães furadores de matilha. Perdizes republicanas, meias lebres, raposas comedoras de galinhas, porcos engalfinhados com o destino, modalidades de caça proibidas, mas talvez até desculpadas…


Os capítulos sucedem-se sempre com a presença de “Doce Puntas” no horizonte, grande veado de “El Abanico”, o último recanto e refúgio na serra de “Viejo”, antigo guarda e caçador, um desses veados que sempre deveremos proteger, para que siga adiante o nosso desejo de caçadores.


 

Língua:

ESPANHOL

Encadernação:

Rústica

Laminado brilho

Páginas:

172

Impressão:

B/N

Conteúdo:

Textos, fotografías

e ilustraciones

Medidas:

170x240 mm.

Opiniões aparecidas na imprensa do setor.

Caza Extremadura.

“LOS VENADOS DEL ABANICO. DOCE PUNTAS CON PIEDAD”

Miguel Bulnes Cercas

Editora Canchales

Cáceres 2011. 164 pág.

 

A editora estremenha Canchales consolida-se na louvável tarefa de editar, em tempos de crise, novos livros de temática cinegética. À reedição das obras incombustíveis de Covarsí, foi adicionado o último livro de Miguel Bulnes Cercas que hoje trazemos para esta secção: “Los venados del abanico”. Com esta obra, Miguel Bulnes, adiciona à extensa lista de livros publicados em diferentes editoras que, até ao momento, está constituída por títulos como “Las capas largas”, “Las perdices del olivar”, “Un mágico sueño a lomos de una perdiz”, “Tio Manuel y Pies Planos”, e “Patán el perro de un maquis”.


Esperamos que esta relação continue a crescer, pois Miguel demonstra bom ofício como escritor especializado em temas venatórios.


Tem especial interesse neste livro a descrição de cenas tradicionalistas que submergem o leitor num argumento no qual são retratadas personagens que atingem bastante solidez, especialmente Viejo. Para os amantes destes ambientes são de grande interesse as descrições dos dias de chuva, das íntimas jornadas ao lume, de lanços nos quais não se recorre à grandiloquência, do comportamento dos animais silvestres e, com certeza, dos diferentes sentimentos humanos e a forma de relacionamento e de entender a caça que temos os caçadores. Por último, aos seguidores de Miguel, devemos dizer-lhes que as perdizes também aparecem neste livro, embora nesta ocasião o Doce Puntas, um bonito veado que anda livremente pelos locais do Abanico, se ergue como protagonista e elemento essencial da natureza que há que preservar a tudo custo.


J.L. Rengifo