JOSÉ MURILLO SÁNCHEZ

LOS RIBEROS DEL SALOR

 
 

Neste segundo livro, José Murillo Sánchez - autor de “Jabalíes a la espera” - escreve sobre a sua outra paixão na caça: a perdiz com perdigão. O javali e a perdiz, a beleza bruta e a harmonia na beleza, tão diferentes e, no entanto, tão parecidos na sua essência; caça em solidão. Fala-nos agora de perdigões e dos caçadeiros dos Ribeiros do Salor, perto da desembocadura no Tejo, que faz fronteira com Portugal, mas também das gentes destes ribeiros, das histórias, das crenças e dos seus costumes. Conta-nos que a época do perdigão começa no mesmo momento em que acaba o cio, no mês de Março e que dura todo o ano. Vai-nos revelando, com histórias e recordações as atividades que um autêntico caçador de perdigão, que vive e sente esta caça, realiza mês a mês, cuidando os seus pássaros. Trata-se de um livro de relatos de caça, ameno, próximo, intimista, que nos fala do passado e do presente, de uma terra agreste e bela, da memória de uma família, e personagens queridas e amigos unidos pela caça que, para ser pura e autêntica, tem de ter história, profundas raízes e tradição, paisagem e sabor... e ser partilhada.

 

Língua:

ESPANHOL

Encadernação:

Tapa dura y

laminado mate

Páginas:

352

Impressão:

Color y B/N

Conteúdo:

Textos, fotografías

e ilustraciones

Medidas:

170x240 mm.

Opiniões aparecidas na imprensa do setor:

JARA Y SEDAL

Uma história entranhável

Salvador Calvo Muñoz

Há uns anos atrás, Pepe Murillo, levou-nos às esperas aos javalis e divertimo-nos em grande; mas agora apanhou-nos no coração e abanou-nos sem piedade. Este livro Los Riberos del Salor, não é qualquer coisa frívola. Para os que nos nasceu a barba com a espingarda ao ombro, numa geografia determinada, o oeste da província de Cáceres, as coisas que nos conta o Pepe percorrem-nos o sangue e por baixo de toda a nossa epiderme.

Houve momentos nos que senti um nó na garganta ao recordar o ontem inevitavelmente perdido, a pesar de que sou um incorrigível corretor de textos, e pela obra das aulas salmantinas, licenciado em morfologia e sintaxe. Encontrei alguns pequenos defeitos de forma e estilo – e quem não os tem? – e um monumento cordial de conteúdo. Há paisagens memoráveis e personagens protótipos: Santos, Quica, os Pelayo… o Salor. Há tantas coisas entranháveis!

Escreveu uma vez o nosso comum amigo, J. Viola no prólogo que fez para mim Larga pletina del doce. O Pepe tem ido deixando parte da sua alma cada vez que roçou as estevas, as pedras e as retamas dessa paisagem no qual passou tantas horas e no que sentiu o palpitar do campo. Uma vez escrevi um artigo sobre os caçadores de perdigão e o Tao. Depois de ler o Pepe Murillo, volto a reafirmar a crença e a certeza. Estes da gaiola não só ouvem o canto dos perdigões. Estes ouvem mais alguma coisa… e sentem-no. Não é mais um livro sobre reclamos nem sobre a didática da arte da gaiola. É a história de uma paisagem, umas personagens e um caçador que, além disso, de vez em quando, escreve maravilhosamente. Não percam!

Los Riberos del Salor, José Murillo Sácnhez

Editora Canchales. Cáceres 2008.

www.riberosdelsalor.es

ISBN 978-84-612-7733-9

TODO PERDIZ COM RECLAMO

“Los Riberos del Salor”, de José Murillo Sánchez

Afirma o autor deste livro no prólogo que a época do reclamo não dura um único mês, ou seja, Fevereiro, mas prolonga-se durante todo o ano, tempo durante o qual há que cuidar os reclamos já caçados e os pintos prometedores. Seguindo esta filosofia, José Murillo Sácnhez (autor de “Javalíes a la espera”) estruturou este compêndio de recordações, histórias e vivências cuquilleras em doze meses, começando em Abril, momento no qual os pássaros passam aos jauleros e terreros uma vez dada por finda a época até Março seguinte, quando a seguinte campanha já está nos últimos dias. O cenário desta obra não é senão os Riberos del Salor, uma herdade património da família situada em Alcântara (Cáceres). Nestas paragens inscrevem-se os relatos que José Murillo faz do desenvolver dos muitos aguardos que viveu e vive – junto de seu Pai, do Casimiro, um amigo da família, e mais recentemente com a sua filha – e de como eram alguns dos reclamos que lhe passaram pelas mãos e o deixaram uma recordação agradável, misturados com relatos da juventude – quando se apanhavam pintos selvagens em corrida, e a benemérita vigiava para não se fazerem aguardos, considerados então ilegais - , e juntamente com histórias acontecidas nos caçadeiros, ao mesmo tempo que se descrevem cenas e hábitos das pessoas simples da Estremadura. Da mesma maneira, “Los Riberos del Salor”, contém fotografias a cores realizadas pelo autor de alguns dos seus reclamos e os aguardos mil vezes visitados por ele e, claro está, da sua família.

CAZA EXTREMADURA

LOS RIBEROS DEL SALOR

Sus gentes, sus perdices, aguardos, barrancos… y reclamos.

Editorial Canchales S.L.

Cáceres 2008

Este é o segundo livro que José Murillo Sánchez escreve sobre a caça, o campo e os seus habitantes (“JAVALÍES A LA ESPERA, edc.. Al Andaluz Ediciones, Sevilha 1999) foi o primeiro.

O Pepe Murillo, pois assim é como o conhecemos em Cáceres domina como poucos a caça dos javalis e as perdizes de aguardo. Isto é evidente para os que o conhecemos, mas também se evidencia igualmente nos seus livros. No entanto, a forma de sentir dele vai mais além, pois quando escreve sobre a caça, sobre o campo e os seus habitantes relata o espaço e as pessoas como um poeta. Como o Fernando Villalón fazia em verso, com a única diferença que o Pepe Murillo fá-lo numa prosa contida, mas nas suas descrições, sobre as pessoas os animais e as coisas do campo há, uma emoção muito parecida e a mesma verdade.

Quando descreve um aguardo próximo do Arroio Monroy depois de uns dias de fortes chuvas, nesses momentos, como dizia o Casimiro, o guarda de “Los Cuartillos”, em que a terra chora, ao leitor só lhe falta ouvir o barulho das pequenas cascatas de água turva do regato e o cheiro intenso da terra molhada.

Quando descreve os habitantes do campo, apresenta-os como são, simples, humildes mas de uma riqueza humana e com conhecimentos, sobre o campo, fora do comum.