ANTONIO COVARSÍ

GRANDES CACERÍAS ESPAÑOLAS

VOLUME II

 
 

Estamos persuadidos de que esta obra de Covarsí passará ao classicismo espanhol para enriquecer e valorizar a biblioteca nacional venatória e que os que nos sucedam e sigam os preceitos da arte cinegética, admirarão sempre em tempos vindoiros, o que nos nossos, com tanta modéstia e maestria escreveu o seu autor. (Sebastián Viteri. Revista El Cazador. 1921. Barcelona).

Acertada premonição a de Viteri na sua crítica a Grandes Cacerías Españolas, cujo segundo volume aparece agora. Poucos comentários se podem acrescentar sobre os livros do reconhecido “Montero de Alpotreque” que, além disso, nos parecem desnecessários para quem já tenha desfrutado, lendo, qualquer um dos seus livros. Sirva outra crítica contemporânea à obra para completar esta sinopse:

Eu não sei que misteriosa corrente de harmonia, que força singular há entre a forma e o fundo das obras venatórias do originalíssimo “baturro” recriado na Extremadura, que subjugam, dominam e enamoram o caçador de puro sangue que as lê, e que chega a sentir a alucinação de ser ator em tudo aquilo e acaba por acreditar que aqueles cães o conhecem e que são seus amigos aqueles monteiros a quem vê e fala... (Arbizu. Año 1920).

 

Opiniones aparecidas en distintos medios del sector:

Língua:

ESPANHOL

Encadernação:

Rústica

Laminado brilho

Páginas:

380

Impressão:

Color y B/N

Conteúdo:

Textos, fotografías

e ilustraciones

Medidas:

170x240 mm.

Livro recomendado por Feder Caza


Estrato: GRANDES CACERÍAS ESPAÑOLAS

- Lá vai, lá vai um animal! E logo a seguir vi passar à frente da minha porta um grande javali, ao qual atirei. Soou o tiro, o bicho meteu-se na espessura e começou a grunhir roucamente, tudo instantaneamente.

- É uma porca grande, murmurei. Pensei isto porque os machos nunca se queixam, mas deixou-me bastante confuso quando, eu tinha visto perfeitamente, quando atirei, um grande colmilho do lado direito do focinho enorme.

Chegaram os cães e voltou a reproduzir-se o grunhido rouco ao ser acurralado. Corri ao “agarre” e rematei-o com a faca, notando com assombro que era um grande macho, ao qual castrei, conforme o costume entre nós, com a finalidade de comer o caçador os testículos assados, que constituem a melhor presa do javali.

Vi que tinha uma punhalada enorme num dos lados, sem dúvida produzida por uma luta com algum semelhante, talvez por ciúmes. A isto atribuímos o queixume ao receber o tiro de bala, porque estava doente por causa do golpe tão profundo e tão velho que lhe produzia mau cheiro. Lembro-me ter morto outro macho grande como este e penso que foi nesta mesma mancha, bastantes anos depois, que igualmente se queixava depois do tiro, e resultou ter uma mão partida, sem dúvida de antigo tiro, ainda sem cicatrizar.

Quando os pobres animais sofrem estas feridas tanto tempo, devem produzir-lhes febres elevadas, causa indubitável da sua cobardia e falta de forças, o que os faz queixarem-se.


17x24cm – 380pp