PEDRO MORENO MORGADO

DIARIO DE UN “AGUARDISTA”

 
 

Atraente leitura das aventuras noturnas de um esperista. Pedro Moreno, caçador cabal, leal e racional, que a pouco e pouco tem ido deixando no seu caderno-diário a memória dessas jornadas noturnas em contacto íntimo com o sentir do campo. E ainda bem que não ficou esquecido na gaveta da secretária, mas, para nosso lazer e entretenimento, adotou a forma deste libro. Com a sua maneira simples, não isenta de inevitáveis ares líricos, Pedro colabora decididamente em prol do bom nome da nossa atividade preferida.

 

Língua:

ESPANHOL

Encadernação:

Rústica

Laminado brillo

Páginas:

258

Impressão:

Color y B/N

Conteúdo:

Textos, fotografías

e ilustraciones

Medidas:

170x240 mm.

Opiniões aparecidas na imprensa do setor:

JARA Y SEDAL

O diário de um caçador de aguardos no campo da Estremadura

A obra de Pedro Moreno leva-nos às noites estremenhas para nos fazer vibrar com as suas intensas experiências com javalis.

Pedro Moreno Morgado é um caçador entusiasta que tem escrito as recordações de muitas noites de espera, com o sacrifício, os apertos, as deceções e os entusiasmos. Nesta obra que a jovem editora Canchales põe nas livrarias, poderemos sentir com o autor nas suas esperas.

Em Diario de un aguardista o que mais ou o que menos importa é o estilo literário, porque com certeza o mais importante é a vivência da caça numa das formas mais autênticas e prazenteiras. Pedro Moreno sentiu muitas vezes o latejar do javali que quase lhe roçava com os pelos o casaco e soube transmitir essa emoção a estas páginas de forma grandiosa.

“Diario de un aguardista” disseca a caça do javali

“Cada porco é um mundo”, afirmava ontem na livraria “Todo Libros”, Pedro Moreno Morgado, autor de “Diario de un aguardista” A obra disseca os segredos da caça ao javali, um animal extremamente astuto e que requere uma minuciosa e longa tarefa de observação que pode durar até meses. E fazer aguardos é isso mesmo, esperar pacientemente.

Vivências

“É preciso conhecer o animal, onde come, como vive, estar situado num local estratégico…” É o que conta Moreno Morgado, um apaixonado desta espécie desde há décadas que quer deixar constância de todas as vivências, que se sucedem nas paisagens estremenhas, desde as serra às ribeiras ou campos de cereais. Faz notar, em qualquer caso, que se trata de um livro pensado “para caçadores”.

A obra foi completada pelo desenhador Pedro Camello, que deixa por momentos as aventuras para descrever a fisionomia do javali em diferentes posições, assim como a fauna noturna. O conjunto, enriquecido com os desenhos, é um interessante diário de caça.

Diario de un aguardista

Debute literário do cacerenho Pedro Moreno Morgado, funcionário público de profissão, verdadeiro apaixonado da caça do javali, sobre tudo – é claro- em espera. Assim, em “Diario de un aguardista” encontramos com os relatos dos aguardos noturnos que o autor realizou através de muitos anos de afición venatória, anotando todas as vivências em seis cadernos, que são os que estruturam o livro a modo de capítulos.

Com uma linguagem próxima, longe de qualquer pretensão que não seja a de entreter o leitor, e com as acertadas ilustrações de Pedro Camello Abengózar (para além das fotos do próprio autor), Moreno Morgado partilha connosco as noites de espera nas quais acertou no alvo e as que não fez, através de todas as notas que deram origem a um extenso diário atualizado minuciosamente durante anos.

Num percurso que vai desde o primeiro porco abatido pelo autor em espera, lá pelo mês de Dezembro de 1997, até alguns dos últimos abatido há apenas duas épocas venatórias, “Diario de un aguardista” é um perfeito exemplo de literatura cinegética pura e dura; sem enfeites desnecessários e com as descrições precisas para que o leitor tenha uma ideia das condições de cada aguardo. Em resumo, um livro escrito por um caçador que só é entendido por outros caçadores.